Mais do que oferecer cursos gratuitos, a Fábrica Social dará um novo passo para estimular o empreendedorismo entre seus alunos. As unidades da Cidade do Automóvel e do Sol Nascente passarão a disponibilizar suas estruturas também fora do horário das aulas para que os participantes possam produzir, atender clientes e iniciar atividades profissionais com apoio técnico, ainda durante o período de formação.
A iniciativa beneficiará os 742 estudantes matriculados nos cursos de corte e costura industrial e beleza. A partir da ampliação do funcionamento, os espaços permanecerão abertos de segunda a sexta-feira, das 18h às 21h, além dos sábados, das 8h às 11h, ampliando o acesso às máquinas, aos equipamentos e aos instrutores.
A proposta é aproximar a qualificação profissional da prática empreendedora. Em vez de aguardar a conclusão do curso para começar a trabalhar, os alunos poderão utilizar a infraestrutura da Fábrica Social para confeccionar produtos, prestar serviços e conquistar os primeiros clientes em um ambiente preparado para esse processo.
Durante o anúncio da medida, a governadora Celina Leão ressaltou que a abertura das unidades em novos horários fortalece a integração entre os participantes e amplia a função social dos espaços públicos. Segundo ela, a iniciativa incentiva o trabalho coletivo, movimenta a comunidade e cria oportunidades para que os alunos desenvolvam suas atividades em um ambiente colaborativo.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes, explicou que a intenção é fazer com que a Fábrica Social funcione como uma ponte entre a capacitação e o mercado. De acordo com ele, os estudantes terão condições de transformar o conhecimento adquirido em fonte de renda, contando com a estrutura do programa e o acompanhamento dos instrutores.
Na prática, quem participa do curso de corte e costura poderá utilizar as máquinas industriais para confeccionar peças próprias. Já as alunas da área de maquiagem terão a oportunidade de atender clientes nas próprias instalações da Fábrica Social, ganhando experiência profissional enquanto constroem sua carteira de atendimento.
Outra frente da iniciativa envolve o incentivo ao acesso ao crédito. A Sedet-DF pretende conectar os alunos a programas de microfinanciamento destinados à compra de ferramentas, máquinas e outros equipamentos necessários para iniciar ou ampliar pequenos empreendimentos. As linhas de crédito oferecem valores a partir de R$ 1 mil, com possibilidade de parcelamento em até 36 meses e carência de até seis meses, conforme as características de cada negócio.
O suporte também deverá alcançar quem pretende empreender coletivamente. A secretaria prevê orientação para a formação de cooperativas, apoio na regularização documental, elaboração de planos de negócios e definição dos custos de produção, permitindo que os participantes iniciem suas atividades com maior organização e planejamento.
Com a nova estratégia, a Fábrica Social amplia seu papel na política de qualificação profissional do Distrito Federal. Além de preparar mão de obra para o mercado, o programa passa a oferecer condições para que os alunos iniciem seus próprios empreendimentos antes mesmo de concluir a formação, unindo aprendizado, prática e geração de renda em um mesmo espaço.


