O funcionamento dos restaurantes comunitários do Distrito Federal tem recebido aprovação da maior parte do público que utiliza o serviço diariamente. Um levantamento mensal conduzido pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) mostra que três em cada quatro usuários avaliam positivamente as refeições, enquanto quase a mesma proporção aprova o atendimento prestado nas unidades.
Quando analisada a percepção sobre a comida, os dados indicam que 55% dos entrevistados consideram a refeição excelente e 20% a classificam como boa. Outros 11% avaliam como regular e cerca de 13% afirmam que a qualidade é ruim. O resultado aponta que a avaliação favorável predomina sobre as demais categorias.
O serviço de atendimento também obteve maioria de avaliações positivas. 53% dos usuários deram nota máxima, e 20% consideraram o atendimento bom. As unidades situadas em Sobradinho, Brazlândia e Itapoã aparecem entre as mais bem avaliadas. Já 12% definiram o atendimento como regular, enquanto 14% relataram insatisfação. A pesquisa é produzida pela Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional.
Para a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, os dados funcionam como instrumento de acompanhamento das políticas públicas. Segundo ela, além de medir a qualidade do serviço, o levantamento fortalece o diálogo com a população atendida.
“O estudo ajuda a confirmar o compromisso do governo no enfrentamento da fome e amplia a transparência das ações. Recentemente promovemos encontros dentro dos próprios restaurantes para ouvir quem utiliza o serviço. As sugestões recebidas têm sido fundamentais para aprimorar o programa”, afirmou.
Atendimento ampliado
Atualmente, o Distrito Federal mantém 18 restaurantes comunitários em funcionamento. Desse total, 15 unidades passaram por ampliação no modelo de atendimento, oferecendo café da manhã a R$ 0,50, almoço a R$ 1 e jantar a R$ 0,50, com funcionamento todos os dias da semana.
Além da ampliação dos horários e das refeições, os espaços passaram por reformas estruturais — muitas delas inéditas desde a inauguração das unidades, há cerca de 20 anos. As mudanças contribuíram para que o DF alcançasse o primeiro lugar no ranking nacional do Selo Betinho de combate à fome, reconhecimento concedido a políticas públicas voltadas à segurança alimentar.


