O Hospital Regional de Samambaia (HRSam) concluiu a reestruturação de seu centro cirúrgico e passa a operar com instalações mais amplas e equipamentos que fortalecem o atendimento hospitalar no Distrito Federal. As mudanças ocorreram após um período de três meses de intervenções no setor.
Com a reforma, o hospital incorporou duas novas salas destinadas a procedimentos cirúrgicos, que aguardam apenas a instalação do sistema de iluminação específico para entrar em funcionamento. Quando forem ativadas, a unidade contará com cinco salas de cirurgia. A área destinada à recuperação dos pacientes após a anestesia também foi redimensionada e agora possui seis leitos, antes eram quatro, o que contribui para maior organização do fluxo assistencial.
O espaço passou por renovação completa, com troca de revestimentos, pintura e adequações finais em áreas de apoio, como copa e vestiários. Entre os novos recursos incorporados está o arco cirúrgico, tecnologia que possibilita a realização do exame de Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE). A medida permite que o próprio hospital realize o diagnóstico e o tratamento de doenças relacionadas à vesícula e hérnias, áreas nas quais a unidade já atua como referência.
De acordo com a diretora do HRSam, Elielma Almeida, a modernização do setor representa um avanço importante para pacientes e profissionais. “A nova estrutura garante mais segurança nos procedimentos, melhora as condições de trabalho das equipes e qualifica o atendimento prestado à população”, avalia.
Funcionamento durante a reforma
Mesmo com as obras em andamento, o hospital manteve em funcionamento os serviços considerados essenciais, como obstetrícia, ginecologia e as três unidades de terapia intensiva. Para evitar a interrupção das cirurgias eletivas, os atendimentos foram redistribuídos para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT). No período, foram realizados 110 procedimentos: 94 cirurgias de hérnia, 15 mastectomias e uma colecistectomia em caráter de urgência.
Com a retomada integral das atividades no centro cirúrgico, a expectativa é que a unidade amplie em cerca de 50% sua capacidade de realização de procedimentos, reduzindo filas e aumentando a resolutividade do atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Outras frentes de melhoria
As ações de modernização no HRSam não se limitam ao centro cirúrgico. A maternidade também passa por adequações. Em 2025, o setor registrou aproximadamente 3,4 mil partos, com média mensal de 287 nascimentos. As 25 enfermarias, todas com dois leitos, estão sendo pintadas; quatro delas já foram concluídas e estão em uso. A previsão é de que todas estejam prontas até o primeiro semestre deste ano.
Outra iniciativa implementada no final do ano passado foi a criação do leito-dia, área específica para pacientes que necessitam de antibioticoterapia ou medicação para tratamento de anemia. Antes, esses atendimentos eram realizados no pronto-socorro, o que gerava sobrecarga. Com o novo espaço, o fluxo foi reorganizado.
A aposentada Olívia Tavares, de 63 anos, que utilizou o serviço, relata a experiência. “O atendimento foi ágil e o ambiente me deixou mais tranquila durante todo o tempo em que permaneci no hospital”, conta.
O serviço de leito-dia funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com média de 16 atendimentos por dia. O agendamento é feito presencialmente no hospital, mediante apresentação de prescrição médica.


