O governador Ibaneis Rocha afirmou que a saúde e a educação do Distrito Federal estão fora de qualquer plano de cortes, mesmo diante do ajuste das contas públicas previsto para o próximo ano. A posição foi definida em reunião com secretários e dirigentes de estatais, realizada após o retorno do chefe do Executivo às atividades oficiais.
De acordo com Ibaneis, o planejamento financeiro do governo prevê contenção apenas em despesas administrativas e em investimentos considerados não essenciais ou que possam ser adiados. A orientação, segundo ele, é proteger áreas estratégicas e assegurar a continuidade dos serviços públicos que têm impacto direto na vida da população. “A prioridade é manter saúde e educação funcionando plenamente, com estabilidade e qualidade”, destacou.
A sinalização ocorre em meio a debates sobre a necessidade de reequilíbrio fiscal e a pressões por redução de gastos em diferentes setores da administração. O governador, no entanto, reforçou que não haverá qualquer prejuízo às políticas educacionais nem ao atendimento da rede pública de saúde.
Durante o período em que esteve no comando do governo, a vice-governadora Celina Leão intensificou agendas na área da saúde, com visitas técnicas e entregas de obras. As ações tiveram destaque após críticas relacionadas à estrutura hospitalar, especialmente quanto à disponibilidade de leitos especializados.
Entre as entregas recentes está a modernização da UTI do Hospital Regional do Leste, no Paranoá. A unidade passou por reforma completa e recebeu novos equipamentos, como sistemas de telemonitoramento e aparelhos de hemodiálise integrados, o que ampliou a capacidade de atendimento e reforçou a segurança assistencial.
Segundo o governo, o novo espaço permite acompanhamento em tempo real dos pacientes e incorpora tecnologia já utilizada na rede privada, agora disponível no sistema público. Também foram realizadas melhorias estruturais, com renovação de mobiliário e reforço da infraestrutura para procedimentos de alta complexidade.
Mesmo diante das cobranças sobre o crescimento das despesas na área hospitalar, a gestão distrital afirma que os recursos destinados à saúde e à educação seguirão preservados no planejamento de 2026. A estratégia, segundo o Executivo local, é conciliar responsabilidade fiscal com a garantia de serviços públicos essenciais à população do Distrito Federal.


