O Itapoã Parque passou a contar, na última quarta-feira (25), com um reforço direto na rede de proteção social. O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou o primeiro Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) da região, ampliando o atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade e vítimas de violação de direitos.
A nova unidade, administrada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), chega para descentralizar o serviço e aproximar o suporte especializado da população do Itapoã e do Paranoá, reduzindo a necessidade de deslocamento para outras regiões administrativas.
Instalado na Quadra 501 da Avenida Itapoã Parque, o espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. A estrutura foi planejada para garantir acolhimento adequado, com salas de atendimento individual, ambientes para atividades coletivas, brinquedoteca, área externa e espaços de apoio para usuários e servidores.
A subsecretária de Assistência Social, Rafaella da Câmara Lobão Barroso, ressaltou que a entrega responde a uma demanda antiga da comunidade: “A abertura dessa unidade era aguardada há bastante tempo e representa um avanço importante na qualidade do atendimento prestado à população da região”, afirmou.
Ela também destacou o impacto do equipamento para famílias que chegaram por programas habitacionais: “Muitas dessas famílias passaram a viver aqui recentemente e precisam de um acompanhamento mais próximo. Nosso objetivo é garantir um serviço cada vez mais eficiente e acessível para quem depende da assistência social”, acrescentou.
Antes da inauguração, os atendimentos eram concentrados no Creas de Sobradinho, que, somente em 2025, realizou mais de 3,7 mil atendimentos individualizados, incluindo casos de violência, negligência e outras violações de direitos envolvendo diferentes faixas etárias.
Com a nova estrutura, o Distrito Federal passa a contar com 15 unidades do Creas distribuídas por territórios estratégicos. Diferentemente dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), que atuam de forma preventiva, os Creas são voltados para situações em que a violação de direitos já ocorreu.
No local, equipes multidisciplinares realizam acompanhamento contínuo por meio de escuta qualificada, atendimentos técnicos e encaminhamentos para áreas como saúde, educação e habitação. “Aqui, o trabalho é olhar para cada situação com atenção, entender a realidade de cada família e construir caminhos para superar a vulnerabilidade”, reforçou a subsecretária.
O acesso pode ocorrer de forma espontânea ou por encaminhamento de outros órgãos públicos. Após a triagem inicial, cada caso é avaliado para definição do tipo de acompanhamento necessário, que pode incluir atendimentos periódicos com diferentes especialistas.
A ampliação da rede também inclui serviços específicos, como o Creas da Diversidade, voltado ao atendimento de vítimas de discriminação. “A assistência social precisa alcançar todos os públicos, respeitando suas particularidades e garantindo proteção em qualquer contexto de violação de direitos”, concluiu Rafaella.


