Uma tarde de muito aprendizado e conhecimento tecnológico. Assim foi o início do segundo ciclo do projeto Brasíl.IA Móvel, nesta segunda-feira (10), nas regiões administrativas (RAs) de Vicente Pires, Estrutural, Candangolândia e Arapoanga para jovens e adultos a partir de 13 anos. Fruto de parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e o Instituto Nacional de Empoderamento Social e Qualificação (Inesq), a iniciativa oferece 36 opções de cursos gratuitos em áreas tecnológicas de alta demanda, como inteligência artificial, big data, internet das coisas e desenvolvimento de games.
“Em janeiro a gente contemplou Ceilândia, Sol Nascente/Pôr do Sol, Santa Maria e Brazlândia e neste mês estamos atendendo mais quatro regiões. O programa vai passar em todas as RAs do DF, com a expectativa de um atendimento total de 5.600 alunos”, destaca o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Reisman. Com duração de um mês em cada ciclo, as aulas ocorrem em unidades móveis do projeto, equipadas para oferecer até cinco oficinas de modo simultâneo de acordo com as necessidades de cada localidade atendida.
Entre os cursos disponíveis estão Inteligência Artificial: IA para Impacto Social, Empreendedorismo e IA; Big Data: Mergulhando na Análise de Dados, Projetos com Big Data; Internet das Coisas (IoT): IoT para Cidades Inteligentes, IoT para Saúde e Bem-Estar; Desenvolvimento de Games: Programação em C#, Animação e Design de Personagens; Marketing para Games: Estratégias de Conteúdo, Táticas de Anúncios. Os interessados podem se inscrever por meio deste link.
Interesse na área
O administrador Diego Magno, 42 anos, foi deixar o filho Guilherme Magno, 15, no primeiro dia de aula no curso de Marketing para Games, na Candangolândia, e acabou se tornando aluno. “Trouxe ele para participar desse projeto bacana e durante a aula inaugural me interessei pelo curso de Internet das Coisas. Logo perguntei se podia participar junto”, conta, animado. “Estou gostando bastante das aulas e aprendendo muito. Hoje o mundo está muito voltado para a tecnologia, então é bem bacana termos essas iniciativas para a comunidade”, comenta o administrador.
Na visão do pai, o projeto possibilita uma abertura precoce dos jovens para o mercado de trabalho: “Com a oportunidade, ele pode conhecer a possibilidade de caminhos profissionais e decidir qual seguir”, observa o pai. “O primeiro curso que ele se inscreveu foi de programador de jogos, e ao ter esse contato, ele teve uma outra visão da área”, exemplifica Diego.
Também incentivada pela filha, a aposentada Regina de Fátima Monteiro, 63 anos, decidiu aproveitar a oportunidade 100% gratuita na área de Inteligência Artificial. “Eu não teria condições de pagar, então quis aproveitar ao máximo essa oportunidade para aprender e ter mais conhecimento na área”, conta a idosa, satisfeita com a recepção da equipe. “Além da gente receber um kit com blusa e garrafinha, durante as aulas temos toda uma infraestrutura com computadores para usar”, acrescenta a moradora da Candangolândia.
Dedicação no aprendizado
“Procuro sempre conectar os assuntos de cidadania e respeito, porque tecnologia sem valores não tem funcionalidade”
León Emanoel, professor
“Bons resultados vêm com dedicação”, orienta o professor de Modelagem 3D e Animação, León Emanoel, que prepara um cronograma totalmente voltado para alunos com ou sem experiência no assunto. “Em um mês de curso o aluno já é capaz de desenvolver habilidades na área, mesmo que esteja começando”, observa.
Durante as aulas, o instrutor busca atrelar o conhecimento a valores éticos e morais: “Procuro sempre conectar os assuntos de cidadania e respeito, porque tecnologia sem valores não tem funcionalidade”, destaca León, satisfeito com a iniciativa. “É simplesmente gratificante poder dar aula para outras pessoas e, de alguma forma, não ser a bússola, mas um ponto no norte. É poder dizer: pega esse caminho, vai por aqui, ser uma espécie de guia mesmo”, completa, orgulhoso.
Aluno do curso de Modelagem em 3D, Breno Coelho, 23, está satisfeito com a oportunidade. “Era um assunto que eu já tinha interesse na adolescência, mas que não tive a chance de fazer um curso gratuito”, conta. Ele ficou sabendo da iniciativa pelo grupo da família em um aplicativo de mensagens e acredita que a iniciativa será um pontapé para se especializar na área.
“Na primeira semana introduzimos os conhecimentos nos programas e aos poucos vamos avançando com o conteúdo. Isso é muito bom, porque começar nessa área é uma barreira muito grande, mas depois de se familiarizar com as plataformas, fica mais fácil continuar”, opina o estudante, que pretende utilizar os conhecimentos adquiridos no futuro. “Quero seguir nessa área de programação, de criação de jogos e de narrativa”, planeja.
Fonte: Agência Brasília