Justiça
Fux dá 15 dias para União se manifestar sobre empréstimo ao BRB
Ministro do STF determinou prazo para que União, Banco Central e FGC se posicionem sobre pedido do GDF para viabilizar financiamento de até R$ 6,6 bilhões ao BRB.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, concedeu prazo de 15 dias para que o governo federal, o Banco Central e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) se manifestem sobre o pedido do Governo do Distrito Federal (GDF) para que a União atue como fiadora de um empréstimo destinado à capitalização do Banco de Brasília (BRB).
A decisão foi publicada na quarta-feira (9), após o GDF ingressar com uma nova ação no STF para tentar destravar a operação de captação de até R$ 6,6 bilhões junto ao FGC. Segundo Fux, a medida leva em consideração a complexidade e as particularidades do caso. Após as manifestações dos órgãos envolvidos, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deverá emitir parecer.
O BRB busca reforçar seu caixa após os impactos das operações envolvendo o Banco Master. No entanto, a operação permanece sem avanço devido à resistência da União em conceder garantia soberana ao financiamento.
Entre os entraves apontados pelo FGC está a falta de demonstrações financeiras atualizadas do banco, como os resultados de 2025 e do primeiro semestre de 2026, documentos considerados essenciais para avaliar a situação financeira da instituição.
O Ministério da Fazenda já informou que não pretende conceder a garantia. Além disso, o Distrito Federal possui nota C na Capacidade de Pagamento (Capag), classificação que impede o acesso a esse tipo de garantia pelas regras do Tesouro Nacional.
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Em maio, um acordo firmado no STF previa que grandes instituições financeiras atuassem como fiadoras da operação, tendo como contragarantia recursos dos fundos de participação dos estados e municípios. O modelo, porém, não foi implementado.
No fim de agosto, Luiz Fux também prorrogou por 90 dias o contrato do BRB com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), responsável por garantir cerca de R$ 394 milhões mensais ao caixa da instituição. Atualmente, o banco administra aproximadamente R$ 30 bilhões em depósitos judiciais de tribunais de Justiça do Distrito Federal, Bahia, Paraíba, Alagoas e Maranhão.
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