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Barragem de Santa Maria atinge limite e volta a verter no DF após quatro anos

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Após quatro anos sem atingir o limite máximo, a Barragem de Santa Maria voltou a verter água no Distrito Federal. O registro, feito nesta semana, é tratado por técnicos como um indicativo claro de recuperação do sistema hídrico da capital, que passou por períodos de forte pressão nos últimos anos.

O transbordamento ocorre quando o reservatório atinge 100% da capacidade, e o excedente começa a escoar. Na prática, isso significa que há sobra de água, um cenário distante da realidade enfrentada pelo DF em momentos recentes de crise.

Localizada dentro do Parque Nacional de Brasília, a barragem tem um diferencial importante: a qualidade da água. Por estar em área de preservação integral, sem ocupação urbana no entorno, o manancial sofre menos interferência externa e mantém padrões mais elevados em comparação a outros reservatórios.

Nos bastidores, o episódio é atribuído a uma combinação de fatores. De um lado, o regime de chuvas voltou a contribuir de forma mais consistente para a recomposição dos níveis. De outro, houve mudanças estruturais na operação do sistema, conduzidas pela Caesb.

Entre as principais ações, estão a interligação entre diferentes fontes de abastecimento, o aumento da capacidade de produção e a redução de perdas na rede. A estratégia diminuiu a dependência de um único reservatório e ampliou a margem de segurança hídrica.

O presidente da companhia, Luis Antonio Reis, já classificou o Santa Maria como uma espécie de “reserva estratégica” do DF, utilizada para garantir estabilidade em momentos mais críticos.

Mesmo com volume elevado, estimado em cerca de 61 bilhões de litros, especialistas ponderam que o comportamento do reservatório exige leitura técnica. Isso porque a bacia hidrográfica que o abastece é menor do que a do Descoberto, o que torna o processo de enchimento mais lento e dependente de condições climáticas favoráveis.

Ainda assim, o vertimento é visto como um sinal concreto de que o DF atravessa um momento mais confortável no abastecimento. Nos corredores do governo, a avaliação é de que o sistema, hoje, está mais preparado para enfrentar períodos de estiagem sem repetir cenários de restrição no consumo.

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