O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) afirmou nesta quinta-feira (22/10) ter identificado restrições no documento apresentado pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para autorizar a quebra de sigilos. Segundo Dallagnol, o texto excluiria informações relacionadas ao Instituto Lula e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o que, na avaliação dele, limitaria o alcance da medida.
Dallagnol também acusou a campanha petista de tentar restringir o acesso às informações. De acordo com o ex-procurador, advogados de Flávio Bolsonaro (PL) fizeram anotações à mão nos documentos para esclarecer que a autorização deveria ser ampla. Ele afirmou ainda que a equipe jurídica identificou documentos que, segundo sua avaliação, precisariam ser complementados.
O ex-procurador da República declarou que as campanhas precisam reunir procurações e outros instrumentos necessários para viabilizar a liberação dos dados. As afirmações foram feitas no contexto da disputa entre os candidatos sobre a abertura recíproca de sigilos bancários, fiscais e telefônicos. As alegações sobre possíveis restrições no documento foram atribuídas a Dallagnol e não devem ser confundidas com uma conclusão da Justiça Eleitoral.




