Justiça
STF determina que revogação unilateral de benefícios fiscais do ICMS aprovados pelo Confaz é proibida
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (24) que os estados não podem revogar unilateralmente benefícios fiscais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que foram aprovados em convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Pela decisão da Corte, as deliberações do Confaz não implementam as alterações fiscais automaticamente nas legislações estaduais. Contudo, após a incorporação das regras, as revogações só podem ocorrer conforme as diretrizes do conselho.
O conselho reúne representantes do Ministério da Fazenda e secretários estaduais. Para a revogação de benefícios, o Confaz exige a aprovação de pelo menos quatro quintos dos representantes.
Guerra fiscal
O caso trata da guerra fiscal entre os estados. A Corte julgou ações apresentadas pelos estados de Rondônia, Acre, Amapá e Roraima contra um decreto editado pelo governo de São Paulo em 2020.
- Zanin pede posicionamento da Anatel sobre acesso à internet durante as eleições
- STF decide por unanimidade que tempo de licença-maternidade é igual ao de licença adotante
- Iphan realiza tombamento do primeiro quilombo do RJ e revalida registros de patrimônio
- Prisões em flagrante por drogas geram maior número de prisões preventivas em comparação a outros crimes
- Zanin nega pedido para instalação de CPI do Banco Master
A norma encerrou a isenção de ICMS para mercadorias enviadas para Áreas de Livre Comércio da Região Norte, que abrange cidades dos estados que recorreram ao STF.
Em janeiro deste ano, o atual governo de São Paulo retomou a isenção, mas limitou o benefício até 30 de setembro.
Ao analisar o caso, por 6 votos a 3, a maioria dos ministros da Corte seguiu o voto da relatora, Cármen Lúcia. Para a ministra, a revogação unilateral de benefícios fiscais prejudica os demais estados.
O entendimento foi seguido pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Luiz Fux abriu a divergência e entendeu que os estados têm autonomia para revogar benefícios sem aprovação prévia do Confaz. O ministro foi seguido por André Mendonça e Nunes Marques.
-
PMDF1 mês atrásPMDF Apreende Revólver com Numeração Suprimida Após Perseguição em Taguatinga
-
Política1 mês atrásEnvelhecimento da população provoca redução de 22% no eleitorado jovem em 16 anos
-
Distrito Federal1 mês atrásSalário de até R$ 3,4 mil e 1.887 vagas disponíveis nas agências do trabalhador nesta quarta-feira (19)
-
Distrito Federal1 mês atrásAção de acolhimento à população em situação de rua será realizada em Taguatinga e no Plano Piloto nesta quinta-feira (20)
