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2026

TSE propõe desativar canais políticos no WhatsApp antes da eleição

Canais com grande audiência serão afetados pela proposta de desativação do TSE.

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TSE propõe desativar canais políticos no WhatsApp antes da eleição

TSE propõe desativar canais políticos no WhatsApp antes da eleição Medida visa desativar canais com mais de 200 mil seguidores 48 horas antes e 24 horas após o segundo turno, marcado para domingo (25). TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp para proteger a integridade da eleição, visando evitar desinformação nas horas críticas do pleito. TSE, WhatsApp, eleições, desinformação, política

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) propõe a desativação de canais de WhatsApp com conteúdo político e mais de 200 mil seguidores nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno das eleições, agendado para o próximo domingo (25).

Se aprovada pelo plenário do TSE, a medida terá efeito imediato, conforme indicado no texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta começou a circular entre os ministros do TSE após discussões em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi elaborado pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em comunicado à imprensa, o gabinete de Mendonça esclareceu que a iniciativa não é uma proposta pessoal do ministro, mas que ele redigiu a minuta em razão da tradição de que as normas eleitorais sejam elaboradas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, afirma a nota do gabinete de Mendonça.

A nota também destaca que o texto foi elaborado a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais, aplicando-se igualmente a todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, independentemente do candidato, partido ou orientação política”.

Se a medida for aprovada, ela afetará o canal “Exército do Lula”, que alcançou nesta quarta-feira (21) a marca de 7 milhões de inscritos no WhatsApp. O canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos, também seria desativado.

Proposta

O texto da minuta estabelece que os canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores estarão sujeitos às mesmas restrições que já se aplicam ao conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é ampliado mediante pagamento às plataformas.

A proposta também reconhece que há “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Além disso, a minuta afirma que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge em meio a uma disputa de liminares envolvendo o canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após um pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo após, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal, afirmando que não havia elementos que justificassem a suspensão e que Nunes Marques não poderia ter tomado tal decisão administrativamente, uma vez que o caso já estava tramitando na via judicial sob a relatoria do próprio corregedor.

Entretanto, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que, apesar de ser administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta estava vinculada à campanha oficial e, portanto, deveria estar registrada no TSE.

Por fim, o Exército do Lula foi liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido realizado pela campanha oficial.

Fonte: Agência Brasil

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